Caminho de Cuidado
Quando o cuidado é coletivo · leitura 2 de 3
Narrativas digitais: quando contar nas redes vira cuidado coletivo
O movimento #ondedói e o poder de nomear a violência publicamente.
Em 2020, milhares de mulheres começaram a usar a hashtag #ondedói para mostrar, em uma foto, o lugar do corpo que carrega a marca de uma violência. Pesquisas em saúde e linguagem analisaram esse movimento e mostraram algo importante: contar nas redes também é cuidado.
O que esses movimentos fazem
- Quebram o isolamento — você vê que não está sozinha.
- Validam o sofrimento — outras mulheres respondem com escuta.
- Pressionam serviços — governos e instituições passam a responder.
- Constroem memória coletiva — a violência deixa de ser "caso individual".
Quando contar pode ajudar
- Você sente que já está pronta — sem pressão externa.
- Você tem uma rede mínima que vai apoiar.
- Você considerou a sua segurança digital (perfil privado, bloqueio do agressor).
Quando NÃO contar (ainda)
- Se o agressor pode acessar suas redes.
- Se você ainda mora com ele.
- Se a exposição puder ferir filhos ou familiares.
Segurança digital básica
- Troque senhas, ative verificação em duas etapas.
- Revise quem te segue.
- Use o botão de saída rápida deste site quando precisar.
- Considere um perfil novo só para falar com a sua rede.
Contar é poderoso — mas o tempo é seu. Não falar agora não diminui em nada o que você viveu.
Coletivo cura
Ler outras mulheres com histórias parecidas reduz vergonha e culpa. Mesmo só lendo, sem postar, você já se conecta a uma rede.
Cuidado com prints e localização
Antes de postar, apague metadados, esconda nomes e desligue a localização. Pequenos cuidados evitam que o agressor te identifique.
Para saber mais
Referências bibliográficas e leituras recomendadas.
- 1Silva, J. L. L.; Santos, B. C.; Silva, T. M. G. da (2024). Do espaço clínico para a rede social: a discursivização da violência de gênero através do movimento #ondedói. Revista Acta Semiótica et Lingvística, v. 31.
- 2Silva, T. M. G. da; Grigório, C. C.; Bernuci, M. P. (2024). Contribuições da história de vida de mulheres para promover a igualdade de gênero e autoestima de meninas. Revista de Estudos Interdisciplinares. Acessar
Quer entender melhor sua situação?
Faça a autoavaliação anônima em poucos minutos.
Fazer autoavaliação