Redes sociais como ferramenta de promoção da saúde
Como usar WhatsApp, Instagram e YouTube a favor do seu cuidado.
Pesquisas em promoção da saúde mostraram algo simples e poderoso: grupos de WhatsApp e perfis no Instagram, quando feitos por profissionais e com informação confiável, aumentam o conhecimento das mulheres sobre prevenção e tratamento. As redes podem ser aliadas — se você souber filtrar.
O que funciona bem nas redes
- Informação curta, visual e em linguagem simples.
- Profissionais identificadas (registro profissional visível).
- Fontes citadas (Ministério da Saúde, OMS, universidades).
- Espaço para perguntas moderado por equipe.
O que evitar
- Promessas milagrosas ("cura em 7 dias").
- Diagnósticos por foto ou sintoma.
- Receitas caseiras para doenças sérias.
- Conteúdo que ridiculariza médicas, vacinas ou tratamentos do SUS.
Como montar seu feed de saúde
- Siga Ministério da Saúde, Fiocruz e OMS.
- Siga profissionais com CRM, COREN, CRP visível.
- Procure perfis de universidades públicas sobre saúde da mulher.
- Desative perfis que te fazem sentir mal sobre o corpo.
Atenção com a sua segurança
- Cuidado ao curtir conteúdos sensíveis se o agressor te segue.
- Considere usar uma conta secundária para temas de saúde íntima.
- Configure as listas de melhores amigos para postar coisas só para sua rede.
A internet pode adoecer ou cuidar — depende de quem você segue e do que você consome.
Teste a fonte em 10 segundos
Antes de acreditar, pergunte: quem escreveu? qual a formação? a informação cita estudo? Se não tem resposta, desconfie.
Limpe seu feed esta semana
Pare de seguir 3 perfis que te fazem mal e siga 3 que somam (uma profissional, uma instituição, uma criadora que te inspira).
Para saber mais
Referências bibliográficas e leituras recomendadas.
- 1Pascotini, C. M. S.; Koshita, L. H.; Baba, A. C. Y.; Weidlich, J. V.; Silva, T. M. G. da; Bernuci, M. P. (2024). Efeitos da intervenção em grupos do WhatsApp e Facebook para melhorar o conhecimento das mulheres sobre prevenção do câncer de mama e do colo do útero. RGSA (ANPAD), v. 18.
- 2Vicente, E.; Faria, S. E. E.; Almeida, A. B.; Yamada, P. A.; Lucena, T.; Silva, T. M. G. da; Bernuci, M. P. (2022). Prevenção do câncer de colo do útero no Instagram: análise de conteúdo e interação social de contas brasileiras. Asian Pacific Journal of Cancer Prevention.
- 3Organização Mundial da Saúde (OMS) (1986). Carta de Ottawa para a Promoção da Saúde. 1ª Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, Ottawa. Acessar
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