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Saúde 5 min

Como a violência afeta a sua saúde

Os impactos no corpo e na mente — e o que ajuda a recuperar.

A violência não machuca só na hora. Ela deixa marcas no corpo e na mente que a ciência conhece bem — e que justificam tratar a violência como um problema de saúde pública.

No corpo

  • Dor crônica (cabeça, costas, pelve).
  • Insônia e cansaço persistente.
  • Pressão alta e maior risco cardiovascular.
  • Problemas gastrointestinais.
  • Infecções e queixas ginecológicas recorrentes.

Na mente

  • Ansiedade e ataques de pânico.
  • Depressão, sensação de vazio.
  • Estresse pós-traumático (revivências, hipervigilância).
  • Baixa autoestima e culpa.

O que ajuda a recuperar

  • Procurar a UBS mais próxima — você pode falar com a equipe sem precisar mostrar marcas.
  • CAPS para sofrimento mental intenso.
  • Grupos de mulheres (CRAS, ONGs, igrejas acolhedoras) reduzem isolamento.
  • Movimento corporal suave: caminhada, alongamento, dança.
  • Cuidado com o sono e a alimentação: base para tudo o mais.

Cuidar da sua saúde é um direito — e também uma forma de resistência.

Você sabia?

Violência é diagnóstico

Profissionais da Atenção Básica são treinados para identificar sinais de violência. Você pode contar à enfermeira ou agente comunitária sem ir à delegacia.

Acolhimento

Seu corpo lembra

Dores sem causa aparente, sustos, choros repentinos não são frescura. São o corpo processando o que viveu. Tratar isso é direito seu.

Para saber mais

Referências bibliográficas e leituras recomendadas.

  1. 1Garcia, L. P.; et al. (2026). Violência de gênero no Brasil: revisão de escopo sobre fatores de risco e agravos à saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 31(2). Acessar
  2. 2Silva, T. M. G. da; Araujo, L. M. (2023). História de mulheres com HIV/aids no enfrentamento de violências praticadas por parceiros íntimos sorodiferentes. Revista Brasileira de História & Ciências Sociais. Acessar
  3. 3Silva, T. M. G. da; et al. (2020). Contribuições da história oral para uma discussão sobre violência doméstica e adoecimento feminino. Revista História Oral (PUC-SP). Acessar

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